ELISE MONTCLAIR VOLKOV

Nasceu em 23 de outubro de 1999, em São Petersburgo, Rússia, (atualmente residindo em Nizhny Novgorod) cercada pelo luxo e pela opulência de uma família rica, mas emocionalmente apodrecida. Os Volkov e os Montclair sempre viveram de aparências — e Elise, desde criança, aprendeu a ser uma delas.Seus pais, Dmitri Ivanovich Volkov e Geneviève Claire Montclair, a criaram em uma casa tão grande quanto fria. O dinheiro nunca faltou, mas o afeto foi um luxo que ela nunca conheceu. Cresceu em meio a jantares silenciosos, ordens ríspidas e castigos que deixavam marcas — algumas visíveis, outras não. Dmitri tinha um temperamento cruel, e Geneviève, uma rigidez que escondia o desprezo. Eles batiam nela quando errava e ignoravam quando acertava. Para Elise, amor e dor se tornaram partes de uma mesma coisa.Na infância, ela esperava que o comportamento dos pais mudasse, mas com o tempo, aprendeu a não esperar nada. Guardou o ódio e a saudade no mesmo canto do peito, confundindo-se entre o desejo de ser amada e o impulso de desaparecer. Ela sente falta deles, mas os despreza. Ama o sangue que carrega — e o amaldiçoa ao mesmo tempo.O único vínculo real em sua vida foi seu tio, Adam Montclair, que, mesmo morando em outro país, manteve-se presente por meio de ligações e visitas ocasionais. Ele era o único que a ouvia, o único que não a via como um erro de criação.Apesar da frieza em casa, as vozes eram as suas primeiras companhias. Desde muito cedo, elas sussurravam, mas foi num dia, antes da pré-adolescência, que a realidade se partiu de forma violenta. Enquanto brincava na casa da árvore com o filho de uma das namoradas de seu Tio Adam — um garoto que a atormentava com bullying constante —, Elise ouviu as ordens cristalinas. Atendendo ao comando das vozes, ela empurrou o menino do alto da estrutura. O garoto quase morreu. Foi esse evento traumático que, finalmente, alarmou seu Tio Adam. Longe de julgar a sobrinha, ele viu o perigo e o desespero, e foi o único a insistir veementemente com Dmitri e Geneviève para que procurassem um psiquiatra. Eles relutaram, mais preocupados com o escândalo social do que com a filha, mas a gravidade do incidente forçou um diagnóstico.Desde a adolescência, Elise convive com a esquizofrenia — um labirinto invisível que a acompanha a cada passo. Diagnósticos, terapias e medicações tornaram-se parte da rotina, mas não apagam o peso de uma mente que oscila entre lucidez e caos. Quando está medicada, seus pensamentos se alinham, permitindo-lhe vislumbrar uma vida estável. Mas nos períodos em que abandona os remédios — muitas vezes sem aceitar o tratamento — a realidade se fragmenta. Vozes sussurram, sombras se alongam, luzes parecem respirar. O mundo conhecido se dissolve, e ela cai de novo no abismo da própria mente.Apesar de nunca ter precisado se preocupar com dinheiro, Elise nunca se encontrou em lugar algum. Tentou faculdade de artes, psicologia, moda, música — e sempre desistiu antes de terminar, esmagada pela sensação sufocante de não pertencer. Cada tentativa deixava uma cicatriz invisível, uma lembrança de fracasso e deslocamento.A carência afetiva da infância moldou profundamente sua forma de se relacionar. Em contraste com a frieza dos pais, Elise desenvolveu uma necessidade quase insaciável de afeto. Quando ela se apega a alguém, o faz com intensidade: é demasiadamente afetuosa, demonstrava seu apreço fazendo questão de notar os menores detalhes sobre a pessoa e busca constantemente o conforto do toque físico.

Depois de Aleksei Svetlanovich:

Apesar de seu tio Adam ser o único afeto genuíno, Aleksei tornou-se o primeiro que realmente a entendeu. Ele a ouve, a aceita e enxerga até as partes que ela mesma teme olhar. Há entre eles uma diferença de vinte e um anos, mas entre as conversas — não há tempo, nem distância.
Com ele, Elise fala de tudo: dos remédios, das vozes, das coisas que vê.
E, pela primeira vez, sente que não está sozinha.
Depois de Aleksei, Elise começou a questionar se sua doença é mesmo apenas doença. Viveu experiências que ninguém acreditaria se contasse: dimensões, o sobrenatural, entidades, duplicatas… Juntos, Aleksei e Elise conheceram algo que ultrapassa a realidade comum — e talvez, aquilo que ela sempre viu e ouviu, nunca tenha sido apenas da sua cabeça.

FAMÍLIA:

Pai: Dmitri Ivanovich Volkov, 64 anos. — Origem: Rússia

Herdeiro de uma longa linhagem de industriais russos que enriqueceram durante o final da União Soviética, vendendo armamentos e, depois, expandindo para o setor energético e farmacêutico. Dmitri é um homem extremamente racional, calculista, e conhecido pela frieza quase científica com que lida com negócios — e pessoas.

Mãe: Geneviève Claire Montclair, 58 anos. — Origem: França

Filha mais velha dos Montclair, uma família aristocrática francesa que prosperou com o comércio de arte e antiguidades, mas cuja verdadeira fortuna veio de investimentos secretos em bancos suíços e no tráfico cultural pós-guerra. Geneviève herdou a fortuna dos Montclair após a morte misteriosa dos pais, quando tinha apenas 22 anos.

Tio: Adam Laurent Montclair, 43 anos. — Origem: França

Meio-irmão de Geneviève, nascido do segundo casamento de seu pai. Adam é carismático, inteligente e envolvido com o ramo imobiliário e tecnológico da família. Vive atuando como o mediador entre os interesses dos Volkov e dos Montclair. Há rumores de que Adam e Dmitri nunca se suportaram, mas aprenderam a fingir harmonia.

A união das Famílias:

Os Montclair possuíam título e prestígio, mas a fortuna estava fragmentada e quase extinta após décadas de escândalos e má administração.Os Volkov, por outro lado, tinham riqueza bruta e influência política, mas careciam de status aristocrático na Europa Ocidental.O casamento entre Geneviève Montclair e Dmitri Volkov foi um pacto de conveniência, firmado para unir poder, sangue e território.
A união criou uma estrutura única:
O capital russo dos Volkov financiava as empreitadas luxuosas e obscuras dos Montclair.O nome Montclair dava fachada social e acesso às elites francesas e inglesas.Com o tempo, os dois ramos tornaram-se indistintos, operando sob o nome Maison Volkov-Montclair, um conglomerado que mistura arte, farmacologia e biotecnologia — oficialmente.Extraoficialmente, há rumores sobre experimentos psiquiátricos, lavagem de arte, e manipulação genética, financiados pelas divisões ocultas da fortuna familiar.Elise nasceu como o elo vivo dessa união — a herdeira que carrega o peso de dois impérios e o vazio deixado pelo amor que nunca existiu entre os pais.

O conteúdo desta personagem aborda temas sensíveis relacionados à esquizofrenia, transtornos mentais e saúde mental. Pode incluir menções a delírios, alucinações, sofrimento emocional e experiências psicológicas. Também serão abordados o uso de drogas, fumo e medicações controladas.

Se você estiver se sentindo vulnerável ou sensível a esses assuntos, considere se preparar emocionalmente antes de continuar ou opte por não seguir. Não interaja se não estiver pronto.Personagem inteiramente interpretativa, sem exceções. Isso significa que ela não compreende termos como off, shape, plot, turno e similares. Conversas sobre esses assuntos serão ignoradas.